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19.jun.2009
A Atitude Brasil lança para jovens universitários e profissionais da área de comunicação e design um concurso para a criação da campanha do Festival Internacional de Música em Ilhabela. O objetivo deste concurso é incentivar esses jovens a desenvolverem a criatividade, o talento e dar a oportunidade de promoção desse trabalho no mundo empresarial.
O público alvo da campanha são jovens universitários e/ou profissionais que atuam na área de comunicação e design com menos de 30 anos. O projeto pode ser criado individualmente, em dupla ou então em trios.
O objetivo do projeto é que os inscritos criem uma campanha de comunicação integrada envolvente para o Festival, que comunique o conceito de forma simples, mobilize o público alvo a se deslocar para Ilhabela para participar do evento e que posicione o arquipélago como referência internacional de música de qualidade, incluindo o “Música na Ilha” no circuito de Festivais de Música do Mundo.
As peças obrigatórias a serem criadas são: identidade visual, website e blog (criação visual e não parte tecnológica), rádio (de 30’ com redução para 15’), revista (página simples e dupla), jornal, banner para websites e ações de marketing. Vale lembrar que um dos objetivos do projeto é dar liberdade para os criadores, então fica a critério a elaboração de novas peças.
A premiação para a campanha vencedora será de um prêmio no valor de R$1.500,00 (pessoal e intransferível), esse valor se manterá único mesmo que os ganhadores sejam dupla ou trio. Além disso, os vencedores ganharão ingressos para os três dias do Festival (pessoal e intransferível).
Mais informações com Maria Teresa Dias pelo email: producao@atitudebrasil.com ou telefone 11 38156400. E também pelo blog: http://concursomusicanailha.wordpress.com/
Sustentabilidade
Publicado por: atitudebrasil
25.mai.2009
As respostas referentes as perguntas que foram feitas para o educador Mario Sergio Cortella podem ser encontradas na entrevista que ele deu para a Revista Ambiente Urbano, em Agosto de 2008.
O que é cidadania? O brasileiro compreende o seu real sentido?
No Brasil, a idéia de cidadania é diferente da que é utilizada em outros países. Fica muito estranho, por exemplo, um norte-americano entender o que pe cidadania. O que eles e os europeus chamam de cidadania são a capacidade de votar, de ser votado, a participação no jogo político do cotidiano. Para nós, a cidadania é a partilha dos bens que uma sociedade gera coletivamente, ou seja, a possibilidade de se ter vida máxima na condição.
Quando falam que “é preciso resgatar a cidadania”, o que o senhor entende por esta expressão?
Esta é uma frase estranha, que muitas pessoas utilizam de forma equivocada. Quando se fala em resgate, suõe-se que algo já existiu e que você vai buscar de novo e, na verdade, nós nunca tivemos cidadania completa. Nós temos, paulatinamente, movimentos e avanços em relação a uma completude da vida cidadã, mas nós termos milhares dora da estrutura de escolarização formal, pessoas que não têm uma habilitação digna. Isso significa que, primeiro, não se pode falar em “resgate da cidadania”, mas sim em construção da cidadania. E cidadania é vida boa, e vida plena para todos e todas. Em uma democracia, qualidade de vida é qualidade para todos e todas; em outras palavras, qualidade exige quantidade total. Qualidade sem quantidade total não é qualidade: é privilégio.
Como assim?
Por exemplo, São Paulo é uma cidade na qual se come muito bem. Mas, quem come? Quem come o quê? É uma cidade que tem mais duas centenas de cinemas, que tem perto de cem teatros e museus, mas quem pode frequentá-los? As melhores estruturas hospitalares e equipamentos estão na cidade de São Paulo, mas quem tem acesso a eles? Portanto, este é um ponto central. Qualidade social obriga quantidade total.
Se cidadania é acesso à vida plena então, o que é ética?
Ética é o conjunto de valores e princípios que nós usamos para reger a nossa convivência. Há pessoas que têm valores e princípios cuja convivência é entendida como sendo aquela da cidadania plena. Há outros eu têm uma ética do privilégio. É preciso ter cautela para não cairmos na armadilha de supor que existe gente sem ética. Não há ninguém sem ética, existe gente com uma ética diversa, por exemplo, da minha ou da tua. A ética é sempre coletiva, nosso sonho é que ela seja universal.
“Não há ninguém sem ética. Existe gente com uma ética diversa, por exemplo, da minha ou da tua.”
Por que as empresas e indústrias vêm falando tanto sobre responsabilidade socioambiental, sendo que eles têm como fim o comércio e o lucro, fazendo uso dos recursos naturais para isso?
Existe aí, na verdade, uma cumplicidade entre o produtor e o consumidor, que é a chamada ética da conveniência: se é bom para mim, é bom para ele, então nós fazemos, não importando se é certo ou não. O segundo ponto é que uma parte das empresas pratica responsabilidade socioambiental porque este foi um movimento que a própria sociedade no Ocidente conduziu. Há um esgotamento muito grande do nosso modo de viver e produzir, seja pela própria existência de padrões de poluição e de degradação ambiental ou da vida urbana muito fortes, e isso leva a uma certa insuportabilidade dessa vida em conjunto.
As empresas enxergam as pessoas como consumidores e não como cidadãos. Isso é bom ou ruim?
Não é tarefa da empresa enxergar alguém como cidadão, este papel cabe ao poder público, pois cidadão é um conceito político e não de mercado. O que nós não podemos é nos relarcionarmos com poder público como se fôssemos consumidores, ou seja, eu pago um serviço à prefeitura e ela tem que limpar minha rua. Eu tenho que me relacionar como cidadão, pois eu também sou proprietário da praça da rua.
“Em uma sociedade com diferenças, colocar-se como neutro é ficar ao lado de quem vence.”
O que o senhor tem a dizer sobre a visão do brasileiro sobre o conceito de política?
Há pessoas que acham a palavra cidadania nobre e a palavra política suja. Acham que falar sobre cidadania é algo que engrandece e falar em política é algo que rebaixa. Quero lembrar que isso é uma tolice, porque cidadania e política significam a mesma coisa, só que uma vem do grego (polis) e a outra do latim (civitatem). O Brasil passa muitas vezes por uma degradação do conceito de política porque se confunde com política partidária, e isso faz com que algumas pessoas abracem a noção de cidadania e rejeitem a idéia de política. Alguns afirmam não se envolver com política, no entanto, em uma sociedade com diferenças, colocar-se como neutro é ficar ao lado de quem vence, e não existe neutralidade em uma sociedade de interesses diferenciados.
Percebemos que a sociedade se relaciona de uma forma muito distanciada, reconhecendo cada vez menos que o outro é o seu semelhante e elevando cada vez mais o medo do próximo. Por que isso acontece?
Primeiro, é preciso fazer uma distinção para falar em cidade. Pessoas vivendo em um mesmo ambiente pode ter dois resultados: ou elas formam um agrupamento. A diferença é que em uma comunidade as pessoas vivem juntas, têm objetivos partilhados e mecanismos de autoproteção e de preservação recíproca. Num agrupamento não, a regra é “cada um por si e Deus por todos”. Muitas cidades já foram comunidades e hoje são meros agrupamentos.
E em que momento nesta trajetória nós degradamos a nossa convivência?
No momento em que nós substituímos as nossas relações pessoais, nossas relações de solidariedade, quando passamos a competir ao invés de cooperar. Mas existem ainda ilhas de cooperação, como, por exemplo, as favelas. A pobreza é cooperativa; as elites, então, nem se discute. As classes médias não se metem na vida alheia, mas o não se meter significa também nem se dar conta se o outro tem alguma necessidade de apoio. A maior parte das pessoas em uma metrópole mal sabe o nome de um vizinho da porta da frente. Eu digo isso porque as cidades deixaram há muito tempo de ser comunidades. Primeiro, porque elas se hiperdimensionaram; segundo, porque elas geraram uma força de estranheza entre as pessoas pela contínua disputa de espeço urbano. E essa disputa não é apenas por moradia, mas também por um lugar no restaurante, no trabalho, no transporte, na escola, e isso fragmenta qualquer forma de solidariedade.
O Senhor acredita que a reversão desta realidade é possível?
Sim, acredito por duas razões: a primeira delas, como diz Guimarães Rosa, “o sapo não pula por boniteza, ele pula por precisão”, ou seja, ou a gente reverte ou morre. Não se trata de um impulso romântico, mas de uma necessidade. Nós criamos cinco anos para a venda de carros individuais no País e agora estamos achando insuportável a vida nas metrópoles porque o trânsito não anda. Mas é evidente que isso aconteceria, afinal, nós não criamos estrutura de transporte de vida coletiva, só jogamos nos individual. Tenho a necessidade de ver que nós, os mesmos humanos que inventamos o inferno, também podemos desinventá-lo, afinal esta é uma construção humana e, portanto, é ação política.
Perguntas e Respostas
Publicado por: atitudebrasil
25.mai.2009
Estas são as perguntas que foram feitas para o palestrante André Baniwa, Vice-Prefeito de São Gabriel da Cachoeira, durante II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, e que não foram respondidas na hora. Aqui vocês irão encontrar aquelas que tinham nome e contatos, e que estavam legíveis.
Nome: Rogério
Empresa/Instituição: Maisha Produções
Pergunta: Deixando as tecnologias e criações do homem branco entrar nas comunidades indígenas não se perde toda a paz, cultura e essência dos povos indígenas?
Resposta: as tecnologias e criações do homem branco não entram nas comunidades indígenas, hoje é absolvida pelo sistema indígena de uso de uma forma que se fortaleça politicamente e também sua cultura e principalmente a identidade. A essência não se perderá se dessa forma entendermos e usufruirmos as tecnologias e informação a nosso favor.
Nome: Marise Lissa Uchida
Empresa/Instituição: Universidade Estadual de Maringá
Pergunta: Você disse que o povo indígena protege os recursos naturais e o meio ambiente. Concordo que muitos fazem isso, porém vi na TV uma aldeia que tinha “sociedade” com plantadores de arroz e que defendiam esse sistema porque trazia benefícios à aldeia. Gostaria de saber sua opinião a respeito desse povo.
Resposta: os indígenas sempre foram respeitadores da natureza, portanto a protegem porque entendem profundamente o seu significado, sua importância, a sua vida e a vida que trás para os povos na terra. Pós- contato, podemos dizer que assim como qualquer sociedade dentro de si por muitos não tem uniformidade mesmo tendo conhecimento que aquilo não serve ou não tem valor culturalmente. Isso dentro de mercado é visto como oportunidade e oportunidade trás essas coisas dentro do capitalismo.
Nome: Camila Pastorelli
Empresa/Instituição: Estudante de Jornalismo, Mackenzie SP
Pergunta: Em seu município há algum tipo de iniciativa ou atividade que possibilite a troca de experiência entre os indígenas e os não-indígenas? (Para que haja o conhecimento e o respeito com ambas as partes.)
Resposta: através da Escola Baniwa e Coripaco Pamaali temos procurado realizar esses intercâmbios. Uma maneira prática que viemos fazendo é receber estudantes no Brasil para passar tempo lá e que leva daqui também conhecimentos esta prática existe e é possível de fazer. Valorizamos muito intercambio porque acreditamos que aprendemos mais do que dentro na escola. Tem experiência inclusive com Áustria ensino fundamental. O que defendemos como isso é a chamada viver intercultural no nosso país. Contato: foirn@foirn.org.br Temática está como: gestão territorial, educação escolar, saúde indígena, segurança alimentar, patrimônio cultural, recursos genéticos e proteção aos conhecimentos tradicionais associados a biodiversidade.
Nome: José Antonio Clemente
Empresa/Instituição: PROJECAD
Pergunta: Você acredita que a natureza adapta-se as novas condições e o homem tem que correr para sobreviver?
Resposta: Não tem como a terra se adaptar se o homem não permite. Imagino isso como se alguém tapasse seu nariz por outra pessoa sem deixar respirar direito e em pouco tempo ficaria doente. Ou ainda como pegar uma pessoa colocar dentro da água e uma pessoa não deixar sair para respirar. A terra precisa respirar direito para que ela use sua força de readaptação. Se homem achar que vai buscar sua própria sobrevivência na verdade está acelerando o seu retorno ao pó da terra.
Nome: Patrícia Vezzani
Pergunta: Como é o processo de alfabetização em uma escola Baniwa, já que pelo que dizem, os indígenas no Brazil não tem um registro escrito?
Resposta: tradicionalmente as crianças presenciam os trabalhos, observa e entende o valor que tem e tem uma parte do crescimento na adolescência de treinamento em baniwa chama-se de “kalidzamai” que dura no máximo um mês e está pronto para viver. Na atualidade muitos indígenas já desenvolveram suas escritas a partir do momento que aprenderam ler e escrever. O povo Baniwa unificou sua grafia no ano de 2000 dentro do seu programa educação Baniwa. Produziram cartilhas, literaturas e dicionários que facilitam muito em aprender também outras línguas indígenas e de estados nacionais como Português do Brasil e de espanhol de paises vizinhos. Os alunos indígenas aprendem muito mais rápido quando são alfabetizados nas suas próprias línguas assim também acelera aprendizagem de outras línguas e culturas. Somente na escola Baniwa aprendem língua Baniwa, Coripaco, Ñegatu, Português e espanhol.
Nome: Viviane Tostes
Pergunta: O que fazer para resgatar o respeito à natureza em tribos indígenas que vendem recursos de suas terras de forma predatória?
Resposta: essa forma predatória não é da cultura indígena. Vem da cultura não indígena. Penso que ainda é fácil sair dessa. Mas como essa coisa da prática errada não é dos indígenas, primeiro que mudem os não indígenas na forma de uso da terra para que retome nestes casos os indígenas o sentido verdadeiro. Porque muitos agem assim porque não tem outra alternativa.
Nome: Miriam Mitie
Pergunta: De que maneira poderiam ser melhor difundidas a cultura e a ciência indígena na sociedade não-indígena? Que iniciativas e projetos estão em andamento ou estão previstos?
Resposta: na verdade precisamos estar mais organizados ainda. Assim como precisamos mais apoio para desenvolver meios necessários para divulgar bem a cultura dos povos indígenas, conhecimentos, a ciência. Vejo vários caminhos aproveitar tecnologias e produzir informações, isso não tem acontecido desde a colonização. O principal projeto são projetos de escolas próprias que cada povo está desenvolvendo. O desconhecimento pelos desconhecidos somos desvalorizados dentro e na sociedade.
Nome: Carla Renata Ferreira
Empresa/Instituição: Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal
Pergunta: O que, dentro de seus conhecimentos das duas culturas, temos competência para fazermos, buscando a integridade ecológica?
Resposta: primeiro passo um respeitar a ciência do outro. Segundo procurar entender, aprender e fazer as coisas que respeite a natureza e a nós mesmos. Porque a integridade ecológica fala também de nós mesmos. Somos natureza.
Nome: Alessandra
Pergunta: Como os jovens vêem essa questão do sentimento indígena? Muitos deles internalizam e partilham desse sentimento ou preferem sair e viver num mundo não-indígena, tentando por exemplo, “tentar a sorte na capital?
Resposta: com novos projetos estamos trabalhando para que os jovens indígenas tirem dos seus imaginários que tenha sorte, tem sim resultado do seu próprio trabalho que se apresenta diante da sociedade.
Nome: Ana Moraes
Pergunta: Qual a aceitação dos jovens Baniwas em estudar alguns costumes brasileiros, do homem não-indígena? E de não estudarem ou consumirem o que os jovens não-indígenas consomem?
Resposta: os indígenas são muitos curiosos também por causa disso mesmo a metodologia de ensino que adotamos nas nossas escolas é ensino via pesquisa. Dessa forma conhecer mais outras culturas dá oportunidade de se localizar melhor no mundo para viver.
Perguntas e Respostas
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22.mai.2009
O evento foi um sucesso! Cerca de 2.500 pessoas e mais 50 universidades do Brasil, Europa e América Latina assistiram o evento em tempo real. Já estamos editando todo material gravado durante o evento, até o dia 15 de junho o material estará disponível no site do II Fórum Internacional de Comunicação & Sustentabilidade para downloand. Fique atento!!!
Momento Fórum
Publicado por: atitudebrasil
21.mai.2009
Estas são as perguntas que foram feitas para o palestrante Ferréz, escritor, durante II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, e que não foram respondidas na hora. Aqui vocês irão encontrar aquelas que tinham nome e contatos, e que estavam legíveis.
Nome: Chico Junior
Pergunta: A voz do Ferrez está fazendo eco na cidade e no país? Qual seria o melhor “megafone” para ampliar-la?
Resposta: Amigo, dou as entrevistas, faço textos na revista Caros Amigos todos os meses, e escrevo no blog www.ferrez.blogspot.com faço de tudo para divulgar meus pensamentos, espero que esteja indo onde tem que ir, e ainda tem os livros, nas livrarias.
Abraços
Ferréz
Nome: Fábio Lavezo
Empresa/Instituição: FAAP
Pergunta: Embora sua marca trabalhe a remuneração de fornecedores, que imagem/estilo de vida que ela vende?
Resposta: Ela é uma marca que representa a cultura da periferia, tenta representar os ideiais de mudança que precisamos. Qual a ação preventiva que vocês tomam para que a marca não cause nos jovens a mesma ilusão que a ADIDAS/NIKE causam? Não ostentamos a marca a ponto de ficar inacessível, não iludimos as pessoas a achar que se não a tiverem não terão nada, não fazemos publicidade apelativa, e apoiamos pequenos eventos e artistas ainda em inicio de carreira. Há preocupação com o consumo por necessidade, e não por impulso? Sim, sempre pensamos em fazer produtos que serão usados, como os cadernos, roupas, coisas úteis e não desnecessárias.
Abraços
Ferréz
Nome: João Caires
Empresa/Instituição: PUC – SP
Pergunta: Em relação a marca e ao símbolo “UMDASUL” você acha que a informação correta está chegando a todos compradores?
Resposta: Não, ainda acho que falta muito, imprimimos 5.ooo folders por mês para distribuir, e nos nossos produtos já está indo a ideologia da marca junto, mas ainda falta muito. A marca cresce pela cultura ou pelo “apego amedrontil” que ela transpassa em relação a “burguesia”? Qual sua opinião? Ela cresce principalmente porque o cara que usa chega em outro lugar e é bem tratado, porque sempre tem um morador de periferia onde você for, então temos dezenas de casos que as pessoas chegam em quem está usando e fala que morou no bairro, que morou por perto, que conhece alguém de lá, e claro que tem gente que tem medo, mas são pessoas que não conhecem o que passamos, e usam a marca achando que serão protegidos, blindados.
Mas é igual literatura, vc escreve o livro, mas cada um le de uma forma, nenhuma roupa nossa tem uma arma, uma postura negativa, mas acontece.
Nome: Carlos Eduardo Sato
Empresa/Instituição: Universidade Federal de Itajubá
Pergunta: Gostaria de saber se existe o uso de materiais recicláveis na confecção dos seus produtos?
Resposta: Sim, existe nos cadernos, nas sacolas, e pretendemos fazer mais uso disso, pois é a cara que gostamos. Caso ainda não exista o uso de materiais recicláveis, existe a possibilidade da utilização deste tipo de matéria-prima no futuro? Claro, acho o trabalho com pastas de dente louco, papelão, adoro tudo que vem de onde seria o lixo.
Abraços Ferréz
Nome: Daniela
Empresa/Instituição: Estudante / FGV
Pergunta: Qual o maior desafio que um empreendedor da periferia encontrar? Impostos, financiamento?
Resposta: As pessoas acreditarem na gente, ninguém acredita que vc vai dar certo, e exemplos de como fazer também faltam, agente quer fazer mas não sabe como proceder.
Abraços ferréz
Nome: Luana Oliveira
Empresa/Instituição: PUC – SP
Pergunta: você não acha que se por um lado sua marca dá oportunidade para a população mais carente - o que é excelente - não aumenta, de certa forma, a rivalidade entre pobres e ricos, periferia e centro, ‘mano’ e ‘playboy’?
Resposta: Somos bombardeados por marcas de elite a dezenas de anos, lojas que póe uma vitrine para te afugentar, preços exorbitantes, propagandas só com rostos no padrão europeu, somos uma única marca que representa o contrário disso, que diz que vc não precisa fugir do gueto para ser alguém, não ofendemos ninguém e temos muitos clientes classe média e alta, e são os que enxergam a nossa ideologia pelo lado certo.
Abraços, Ferréz
Nome: Anita Machado
Empresa/Instituição: Profissional Liberal - Psicoterapeuta
Pergunta: Como você relaciona valor próprio e democratização da informação? Como a auto-imagem interfere na capacidade de disseminar informações e ser ator ou atora de produção do conhecimento?
Resposta: Desculpe mas achei a pergunta complicada, não consegui entender, mas posso dizer que passo todo o conhecimento que sei, nas palestras, conversas no ônibus, nos textos que faço, acho que conhecimento guardado é coisa sem nexo, e que os meios de disseminar isso são imensos. Espero ter respondido, se não por favor me envie a pergunta explicando que respondo.
Abraços, Ferréz
Nome: Viviane Oliveira de Menezes
Empresa/Instituição: UGB / Volta Redonda
Pergunta: Vocês trabalham com linha feminina também?
Resposta: Pouca coisa, agradar mulher é dificil, são mais exigentes e tem que ter muita variedade, mas estamos criando uma linha para elas.
Abraços Ferréz
Nome: Juliana do Nascimento
Empresa/Instituição: UGB / VR
Pergunta: Gostaria de saber a conhecer um pouco mais sobre o seu trabalho. E como posso obter produtos da sua marca?
Resposta: Em breve teremos um site da marca, o www.1dasul.com.br com loja virtual e tudo, também tem o blog www.ferrez.blogspot.com
Vamo lançar um filme no itau no dia 4 de junho as 8 da noite na paulista.
Abraços, Ferréz
Nome: Jaquelini Masetto
Empresa/Instituição: Fundação Espaço ECO - BASF
Pergunta: O projeto capacita jovens para trabalhar na rádio, no estúdio, nas lojas? Como são escolhidos/selecionados esses jovens? O projeto se sustenta apenas com a venda dos produtos ou também por meio de parceiros?
Resposta: O projeto se sustenta por enquanto por venda dos produtos, mas pretendemos abrir isso para parceria pois podia ser um novo caminho, temos jovens que estiveram em Liberdade assistida, e damos prioridades para negros e ex presos, ou internos da fundação casa. Vamos treinando aos poucos, hoje temos um dj que virou gerente do estúdio e um balconista que virou gerente da loja 1 e é societário da marca.
Abraços, Ferréz
Nome: Juliane Gintra
Empresa/Instituição: UNESP
Pergunta: Observo entre boa parte dos indivíduos das periferias a apropriação e defesa do discurso dos grupos que os oprimem. Como reverter este processo, uma vez que, muitas vezes não há disposição desses mesmos indivíduos em adotar perspectivas emancipadoras?
Resposta: Discordo, acho que há perspectivas sim, mas não encontram oportunidades, todo mundo quer melhorar, mas a realidade é diferente, conheço muita gente capaz que não consegue espaço, pois está tudo tomado pelos mesmos filhos dos que já dominam. Mas há muito ainda para mudar, pois a populaçao está a 300 anos sendo manipulada por tudos os lados.
Só a informação pode ajudar de fato
Abraços
Ferréz
Perguntas e Respostas
Publicado por: admin
19.mai.2009
Estas são as perguntas que foram feitas para o palestrante Vincent Defourny, representante da UNESCO, durante II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, e que não foram respondidas na hora. Aqui vocês irão encontrar aquelas que tinham nome e contatos, e que estavam legíveis.
Nome: Augusto Riccio
Empresa/Instituição: PETROBRAS
Pergunta: A carta da terra está sendo considerada para o aperfeiçoamento dos direitos humanos?
Resposta: Prezado Augusto,
a Carta da Terra foi aprovada em 2000, na UNESCO, em Paris, após uma discussão que envolveu reuniões com 46 países e mais de 100 mil pessoas, desde favelas, comunidades indígenas, universidades e centros de pesquisa. Este documento, que nasceu como resposta às ameaças que pesam sobre o planeta como um todo, tem portanto, alto grau de legitimidade e, por isso, tem sido fonte inspiradora para o aperfeiçoamento dos direitos humanos e a construção de uma cultura de paz no mundo.
É preciso destacar que os princípios da Carta da Terra estão em total sintonia com a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Quando, em seu preâmbulo, a Carta da Terra afirma que é preciso “reconhecer que, no meio de umamagnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos umafamília humana e uma comunidade terrestre com um destino comum”, ela chama a atenção que é necessário respeitar o direito humano decadaser, idéia cada vez mais importante nos dias de hoje.
Att,
Vincent Defourny
Nome: Jane
Empresa/Instituição: Camil Alimentos
Pergunta: O senhor disse quea idéia principal da UNESCO é criar uma cultura de paz. Diga-me como isso se dá na prática aqui no Brasil.
Resposta: Prezada Jane,
a construção de uma cultura de pazé um processo contínuo, permanente. O Brasil vem conseguindo importantes avanços nesse caminho graças a um forte envolvimento dasociedade civil, deorganizações não-governamentais, e também dosgovernos na promoção dos direitos humanos, dainclusão social e da cidadania, por meio de políticas públicas. Mas, sabemos, há ainda um longo caminho a percorrer. Não podemos parar de promover a paznunca.
Um exemplo prático do trabalho do Brasil na construção da paz foi a sua forte participação, em 2000, durantea coleta de assinaturas para o Manifesto da Paz, lançado pela UNESCO e que estabeleceu para osseus signatárioso compromisso de respeitar a vidae a dignidade decada pessoa, praticando a nãoviolência ativae rejeitando a violência sob todas as formas - física, sexual, psicológica, econômica e social. O Brasil foi o país do Ocidente que recolheu o maior número deassinaturas - cerca de 13 milhões -, o que chamou a atenção de todo o mundo.
Mais sobre Cultura de Paz no site da UNESCO:
http://www.brasilia.unesco.org/areas/dsocial/areastematicas/culturadepaz
Att,
Vincent Defourny
Nome: Luan Felipe Barreto
Empresa/Instituição: Estudante
Pergunta: O senhor falou de crise financeira mundial, o senhor acha que órgãos como ONU e UNESCO deveriam negociar a implantação de uma economia sustentável mundial?
Resposta: Prezado Luan,
a ONU e todas as suas agências, entre elas a UNESCO, têm, com certeza, um papel importante no desenvolvimento de umacooperação internacional quepromova um desenvolvimento social e econômico maisjusto e sustentável. Desde a sua criação, apósa 2ª Guerra Mundial, as Nações Unidas têm se esforçado nessa direção.
Mais recentemente, em 2000, a Declaraçãodo Milênio das Nações Unidas, um resultado daCúpula do Milênio, definiu uma lista dos principais componentes daagendaglobal do Século XXI. Nessa agenda constam osoito Objetivos deDesenvolvimento do Milênio a serem atingidos até 2015 por seus países-membros, entre eles o da erradicação da extrema pobreza e da fome; a garantia dasustentabilidade ambiental e o estabelecimento de uma parceria mundial para o desenvolvimento, além deimportantes ações na área deeducação e saúde.
Na minha palestra, no II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, eu defendi que nesse momento decrises múltiplas - financeira, ambiental, sanitária etc - as Nações Unidas resgatem o sentimento de urgência que permeou a sua criação nafase crítica da 2ª Guerra Mundial, pois é necessário se repensar o sistema de desenvolvimento global. Precisamos encontrarnovosmecanismos para reinventar o mundo e a forma que queremos viver. Não podemos mais viver com os padrões dominantes deprodução e consumo nem com um desenvolvimento cujosbenefícios não sãodivididosequitativamente, aumentando a distância entre ricos e pobres.
Att,
Vincent Defourny
Nome: Eun Mi Yang
Empresa/Instituição: Faculdade de Educação da USP
Pergunta: Graças a diversidade muito visível em muitas esferas que o Brasil tem, eu, sul-coreana, sinto mais fortemente que nunca a presença dos “outros” e/ou necessidade de convivência com eles, mas vejo queessa diversidade que esses outros produzem, muitas vezes, acaba sendo sinônimo de desigualdade também. Qual seria, apesar disso, a possibilidade e a contribuição que o Brasil possa dar ao mundoem relação a questão de intolerância? Através davivência e convivência desses muitosoutros?
Resposta: Eun,
realmente a diversidadecultural apresenta um grandedesafio: assegurar a co-existência harmoniosa entre indivíduose grupos de culturas diferentes em um mundo com grandes desigualdades. Para a UNESCO, a promoção dadiversidade cultural é fundamental não só para o desenvolvimento da democracia, da tolerância, dajustiça social e do mútuo respeito entre povos e culturas, mas também para o estabelecimento da paz e a dasegurança no plano local, nacional e internacional. Por isso, a Convenção sobrea Proteção e a Promoção da Diversidadedas Expressões Culturais, ratificadapelo Brasil em 2006, considera a diversidadecultural imprescindível para a plena realização dos direitos humanose das liberdades fundamentais proclamados na Declaração Universal dos Direitosdo Homem e outrosinstrumentosuniversalmente reconhecidos.
O Brasil é um país privilegiado do ponto de vista desua diversidade cultural, destacando-se como uma nação que recebe bem osimigrantes e seus descendentes e onde há uma boa convivência entre pessoas de diferentes origens. Outro aspecto importante é o fato deo Brasil ser um país plurilingue, onde sãofalados por volta de210 idiomas. Só as nações indígenasfalam cerca de 170 línguas e as comunidades de descendentes deimigrantes outras 30 línguas. Preservar essa diversidade linguística, evitando-se o desaparecimento de línguas, é uma importante contribuição queo Brasil pode dar ao mundo para a convivência pacífica e harmoniosa de suas diferentes culturas.
O país é, portanto, um terreno fértil para o desenvolvimento de políticas públicas e iniciativas sociais que promovam a convivência pacífica entre as diferenças, a tolerância e a construção de uma cultura de paz global.
Mais no site da UNESCO
http://www.brasilia.unesco.org/areas/cultura/areastematicas/diversidadecultural
http://www.brasilia.unesco.org/areas/cultura/areastematicas/diversidadelinguistica
http://www.brasilia.unesco.org/areas/dsocial/areastematicas/culturadepaz
Nome: Samuel
Pergunta: Como a ONU e a UNESCO podem se opor aos crimes de guerra e direitos humanos realizados por países desenvolvidos (EUA x IRAQUE) se existe uma forte dependência política e financeira desses países?
Resposta: Prezado Samuel,
A Organização das Nações Unidas é umainstituição internacional formada por192 Estadossoberanos, fundada após a 2ª Guerra Mundial para manter a paz e a segurança no mundo, fomentar relações cordiais entre as nações, promover progresso social, melhores padrões de vida e direitos humanos. Ou seja, a própria existência da ONU, e da UNESCO, está ligada à defesa da paz e à promoção dasolução pacífica deconflitos de qualquer ordem.
Entre osseis órgãos principais da ONU, temos o Conselho de Segurança queopinae faz recomendações em casos de guerras como a quevocê citou acima. Existe ainda o Tribunal Internacional deJustiça, localizado em Haia (Holanda), bem comoa Comissão de Direitos Humanos, queatuam fortemente em casos de crimes de guerra e de descumprimento dos direitos humanos. É importante destacar que as contribuições financeiras legítimas de seus países-membros, vêm sendo fundamentais para quea Organização possa promover a cooperação internacional, de maneira indistinta, em favor dediferentes povose nações de todo o mundo.
Att,
Vincent Defourny
Perguntas e Respostas
Publicado por: admin
7.mai.2009
Marina de La Riva, Jair de Oliveira e Lino Krizz dividem o palco. O show será aberto com uma mensagem especial do cantor Seu Jorge.
Momento Fórum, Sustentabilidade
Publicado por: admin
7.mai.2009
No encerramento dos debates do II Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, enfatizou o que será o principal desafio para todos os países nos tempos que se avizinham: “o desenvolvimento articulado de ao menos seis aspectos sustentáveis nas diferentes sociedades humanas: sustentabilidade ambiental, cultural, econômica, estética, ética e política. Em não sendo assim, embora de um modo que as sociedades humanas nunca viram ou praticaram, não haverá verdadeira equidade nem sustentabilidade para a espécie humana viver em sociedade”.
Momento Fórum, Sustentabilidade
Publicado por: admin
7.mai.2009
O moderador da mesa de debates “Integridade ambiental”, o jornalista André Trigueiro, da Rede Globo, fez uma dura acusação ao iniciar os trabalhos: “mesmo com todos os problemas que estão ocorrendo em todo o Brasil, está ocorrendo no Congresso Nacional, neste exato momento, um surdo trabalho de desmonte do Código Florestal Brasileiro, por pressão de interesses econômicos do Sul do país, especialmente os de Santa Catarina, justo o Estado que acabou de sofrer tanto pelo assoreamento de seus rios e a devastação de suas matas ciliares”.
Momento Fórum, Sustentabilidade
Publicado por: admin
7.mai.2009
Na abertura da segunda última tarde de debates do II Fórum de Comunicação e Sustentabilidade, o Prêmio Nobel da Paz, Mohan Munassinghe, Vice-presidente do IPCC – Painel Internacional de Mudanças Climáticas, alertou que os eventos extremos (como cheias inesperadas contrastadas com excessivas estiagens) são uma das consequências esperadas do aquecimento global.
Momento Fórum, Sustentabilidade